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Sistema nacional que integrará Bolsas de Resíduos começa a operar no primeiro semestre de 2009
18/12/2008 12h21min  |  Juliana Rocha Barroso
 
Crédito: reprodução

CNI lançará em 2009 Sistema Integrado das Bolsas de Resíduos Nacional


As federações das indústrias de 12 Estados brasileiros possuem ou já possuíram Bolsa de Resíduos: Amazonas, Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em 2008, a Confederação Nacional das Indústrias (CNI) propôs um projeto para integrar todas essas ferramentas em um único portal. Aprovado, o Sistema Integrado das Bolsas de Resíduos Nacional deve começar a operar até o final do 1º semestre de 2009. Até lá, estará em fase de testes, inicialmente com a Bolsa de Resíduos da Bahia.

A intenção, conta Wanderley Coelho Baptista, analista de políticas e indústria da CNI, é que, até o final de 2009, o sistema tenha integrado 10 das 12 bolsas e outras três, de federações que nunca tiveram a ferramenta, como os Estados de Sergipe e do Espírito Santo. “As vantagens disso são a padronização, o local único e uma base de dados nacional”, defende o engenheiro químico, mestre em Engenharia Ambiental e especialista em resíduos sólidos.

Wanderley conta que a Federação do Paraná levantou a questão, por receber inúmeras consultas de empresas de outros Estados, muitas delas cadastradas na Bolsa do Paraná. “Como a competência de atuação da FIEP é o Estado do Paraná, nada mais lógico que uma bolsa de caráter nacional fosse criada para atender as demandas de outros Estados, que em muitos casos, não possuem Bolsas de Resíduos”, argumenta.

O Sistema Integrado tem como objetivo compartilhar as melhores experiências. Ele destaca, contudo, que a CNI não tem a intenção de interferir nos trabalhos que já estão em execução. “Devemos considerar as peculiaridades regionais, por isso estamos trabalhando um modelo para integrar esses trabalhos através de um sistema harmonizado que contemple a funcionalidade, o cadastramento, pesquisas, boletins, anúncios etc.”

Atualmente as Bolsas não atuam diretamente na compra e venda de resíduos e Wanderley conta que há disposição de algumas para tornarem-se agentes específicos de compra e venda. “Um dos resultados desejados é viabilizar a criação de leilões e pregões eletrônicos nacionais ou regionais para compra e venda de resíduos. As vantagens são muitas, pois as Bolsas são catalisadoras de negócios e os ganhos poderão aumentar devido à escala, aos preços ofertados e à criação de novas formas para promoção de negócios.”

Hoje a CNI não tem números sobre a movimentação em quantidade de resíduos proporcionada pelas Bolsas, mas o novo sistema vai permitir este levantamento, gerando estatísticas nacionais de transações informadas e da movimentação monetária. “Quero frisar que estas informações são facultativas e muitas empresas participantes não informam por questões próprias. Se houver viabilidade na criação dos leilões eletrônicos, poderemos ter dados mais reais sobre a comercialização dos resíduos.”

 


Serviço:

CNI – Confederação Nacional das Indústrias

Bolsas de Resíduos...

Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN)

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP)

Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM)

Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC)

Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP)

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC)

Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG), em parceria com Sebrae, SEMARH e Agência Goiana de Meio Ambiente
 
 
 
             
 
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