Como ser sustentável? Mudar para sustentar ou sustentar para mudança? Essas e outras questões serão esclarecidas e discutidas com a psicóloga Cristina Gailey, especialista em educação ambiental e com experiência no desenvolvimento de pessoas para sustentabilidade, que ministrará primeiro encontro do Espaço Sustentabilidade em Ação, iniciativa promovida pela unidade Jabaquara do Senac São Paulo, em 29/07.
Segundo o Almanaque Brasil Socioambiental, do Instituto Socioambiental, desenvolvimento sustentável nasceu a partir de discussões na segunda metade do século XIX com estudos e dados sobre danos ambientais. Depois vieram os estudos do Clube de Roma, liderado por Dennis L. Meadows, diretor do Instituto de Pesquisa de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de New Hampshire e professor de sistemas
políticos, resultando em um livro chamado Limites
de crescimento, que traz um diagnóstico dos recursos naturais com a conclusão de que a degradação ambiental é resultado principalmente do crescimento populacional descontrolado e suas consequências na Terra. Também pontuou que, sem estabilidade populacional, econômica e ecológica, esses recursos (limitados) serão extintos.
Esse e outras pesquisas estimularam a Organização das Nações Unidas (ONU) a criar em 1983 a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Coordenado pela primeira ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, ficou conhecido como Comissão Brundtland. Com a conclusão dos trabalhos em 1987, houve a apresentação de um estudo dos problemas globais ambientais e a Comissão propôs um novo termo: desenvolvimento sustentável, em que consiste atender as necessidades da atual sociedade sem comprometer a possibilidade de gerações futuras satisfazerem suas próprias necessidades e envolver, na tomada de decisão, as questões ambientais, sociais e econômicas.
Mas como colocar isso
em prática no dia a dia? Essas questões serão levantadas e organizadas por Cristina Gailey. A psicóloga afirma que o conceito continua no papel. “Muitas vezes relacionamos sustentabilidade com ações pontuais, como reciclagem. No entanto, é necessário ter uma visão mais sistêmica sobre esse assunto. Quais são as mudanças e qual mobilização individual e coletiva que necessitamos? Mudar uma cultura é um trabalho de médio e longo prazos. É necessário cada indivíduo perceber com clareza a importância de suas ações no contexto em que vive e como elas se interrelacionam. Pensar no consumo inteligente, nas suas escolhas de vida em todos os setores. Portanto, a questão chave para se falar em sustentabilidade é a necessidade da educação, que propicia participação efetiva da sociedade, seus atores principais como multiplicadores, imbuídos de uma ética, de atitudes e comportamentos coerentes com o espaço em que vivem.”
Para resultados mais significativos, a palestrante defende
o diálogo
com base em necessidades específicas. “Apenas o que faz sentido para o indivíduo é capaz de fazê-lo se envolver, se comprometer com uma mudança concreta. Caso contrário, podemos correr o risco de tentar implantar ações que, a médio prazo, caem no esquecimento. Uma mudança mais significativa só será notada quando ações e projetos entre sociedade, governo e empresas privadas acontecerem de forma mais integrada e harmônica.”
Cristina pontua ainda que a atitude das pessoas geram mudanças consistentes. Dessa forma, o processo de transformação acontece de dentro para fora. Sobre o encontro com o tema O que é Essa Tal de Sustentabilidade?, ela tem uma expectativa positiva, já que acredita que o debate com um público tão diverso e interessado pelo assunto colabora para aliar o conceito para uma atividade mais prática.
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Para se inscrever na palestra O que é Essa Tal de Sustentabilidade?, clique aqui. Palestra: O que é Essa Tal de Sustentabilidade? Dia e horário: 29/7/2010, das 19 às 21 horas Local: Senac Jabaquara - Av. do Café, 298 – Jabaquara – São Paulo – SP Tel.: (11) 2146-9150
E-mail:jabaquara@sp.senac.br www.sp.senac.br/jabaquara Entrada gratuita |
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