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Jornalista paulistana relata sua viagem de uma semana em comunidades ribeirinhas em Santarém (PA)
31/01/2011 14h14min  |  Tatiana Vieira*, texto e fotos, e imagens de: Davide Pompermaier; Dirk Henker e Pablo Soares
 
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Crédito: Divulgação

Perfil frente da embarcação


Crédito: Divulgação

Diversidade de nacionalidade não faltava na turma de participantes e tripulantes


Crédito: Divulgação

Quarto comunitário, um jeito diferente de dormir e descansar


Eu, paulistana e jornalista conectada com as pautas do terceiro setor, acostumada com a cultura urbana, me aventurei em um roteiro do programa de Ecoturismo Comunitário da ONG Projeto Saúde e Alegria (PSA), em Santarém, no Pará, zona norte do Brasil. A ideia era trocar experiências, conhecer novos sabores, aprender o dia a dia de quatro comunidades ribeirinhas da Amazônia. Lá fui eu. Agora, você pode acompanhar cada passo em terras desconhecidas. Vamos lá!

Primeiro dia – 22/11/2010 (segunda-feira)

Saio de SP às 16h30 (horário de Brasília). Próxima parada: uma conexão na capital do país. De lá, parti para Belém. Aproveitei a parada para ajustar o relógio em uma hora a menos, afinal no Norte não existe o horário de verão. Segui o último trecho da viagem rumo à Santarém, também conhecida como "Pérola do Tapajós", município do Estado do Pará e situado na região Amazônica. Depois de nove horas de viagem, finalmente cheguei à cidade, às 0h30 (horário local), sob 28º.

Ao desembarcar no aeroporto internacional de Santarém – que mais parece uma rodoviária de uma cidadezinha de interior devido sua simples infraestrutura –, senti o calor, o clima úmido, o “cheiro de natureza" e já reparei nos rostos os traços indígenas e a cor morena da pele. Tudo realmente indicava que estava no Norte do Brasil!

Segundo dia – 23 de novembro de 2010 (terça-feira)

O dia começou cedo. Exatamente às 6h30, no Terminal Fluvial Turístico, popularmente conhecido como trapiche.0 Entrei no barco da PSA e conheci os demais participantes da viagem: quatro alemães, uma sueca, um americano, um italiano e 10 brasileiros. A bordo éramos 17, sendo cinco tripulantes (um comandante, dois marinheiros e duas cozinheiras).

Só para esclarecer: a entidade promove processos participativos de desenvolvimento comunitário integrado e sustentável nas áreas da saúde, organização comunitária, economia da floresta, educação, cultura e comunicação.  Apoia também as comunidades para a defesa de suas terras, de seus recursos naturais e na viabilidade social, econômica e ambiental de seus territórios.

A viagem até a comunidade de Anã durou quatro horas. Três delas navegando sobre o Rio Tapajós e uma, no Rio Arapiuns.

Anã atualmente é composta por 82 famílias - cerca de 480 moradores. Na comunidade não existe fornecimento de energia elétrica, mas alguns moradores organizados utilizam geradores particulares, apenas à noite, das 19 às 22h. Funciona um micro sistema de abastecimento de água, acionado a diesel, que atende a maioria das famílias. Há uma escola municipal de ensino fundamental com cerca de 140 alunos e o ensino médio é no sistema modular, ou seja, as matérias não são ensinadas juntas ao mesmo tempo, mas por épocas – essas quando o professor de determinada matéria fica hospedado na comunidade por um período. Estão instalados três telefones públicos e, em alguns pontos, é possível conseguir o sinal de apenas uma operadora de celular.

Antes de chegarmos à comunidade, aproveitamos para ter o primeiro banho de praia no rio Arapiuns. É dele que vem a água para os banhos que podem ser nos banheiros do barco ou no próprio rio. À tarde, fomos à comunidade conhecer o projeto de criação de abelhas sem ferrão do grupo Melipomel.

À noite, a comunidade toda se reuniu para a noite cultural, um evento que mistura peça de teatro, dança de músicas regionais (como o carimbó), exibição de vídeo e apresentação dos turistas. De volta ao barco, me preparei para dormir (uma noite inteira!) em uma rede. Aprendi que preciso dormir na transversal na rede, só assim

Confira a continuação do relato de viagem da jornalista:

No terceiro e quarto dia do roteiro, jornalista conhece projeto de produção de ração orgânica e o processo de fabricação da farinha de mandioca

Últimos dias: artesanato, banho de igarapé e despedidas

*Tatiana Vieira é paulistana, jornalista com atuação no terceiro setor, blogueira, comunicadora e facilitadora. Já atuou no GIFE – Grupo de Institutos, Fundações e Empresas, Canal Futura, Agência de Notícias da Aids e atualmente colabora para o Fórum Social de São Paulo e Movimento Oasis. Ela sugere o seguintes vídeo sobre roteiro da Amazônia ribeirinha:

     Serviço:

Para mais informações do Projeto Saúde & Alegria, acesse aqui.

 
 
             
 
 
 
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