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No terceiro e quarto dia do roteiro, jornalista conhece projeto de produção de ração orgânica e o processo de fabricação da farinha de mandioca
31/01/2011 14h14min  |  Tatiana Vieira*, texto e fotos, e imagens de: Davide Pompermaier; Dirk Henker e Pablo Soares
 
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Crédito: Divulgação

As diversas fases da produção da ração


Crédito: Divulgação

Almoço: piracaia, prato feito por um simples processo de assar peixes na areia


Crédito: Divulgação

Na trapiche de Anã, avista-se ao longe o barco do PSA


Crédito: Divulgação

Dinha escaldando e torrando a farinha de mandioca no forno


Crédito: Divulgação

Sem energia elétrica, casal amassa fruta em peneira para fazer o suco de açaí


A viagem continua...

Terceiro dia – 24 de novembro de 2010 (quarta-feira)

Pela manhã conheci o projeto de produção de ração orgânica e criação de peixes em tanque do grupo Mulheres Sonhadoras em Ação (MUSA). Essas mulheres guerreiras empreenderam a criação de peixes como uma forma de reserva de alimento para a sobrevivência da comunidade. Como a ração industrial costuma ser cara, elas apenas a utilizam para os alevinos - fase em que o peixe ainda é um filhote - e produzem a ração caseira para os demais. Como o que tem de sobra é mandioca, então, a ração é feita a base de........mandioca!

O almoço foi uma piracaia na praia, oferecida pela comunidade. Para quem não sabe (eu também não sabia), a piracaia é um simples processo de assar peixes na areia, como fazem os pescadores quando saem pra pescar. O cardápio é uma delícia: arroz, salada, peixe, farinha, champagne, suco, doce e farofa de cajú. Sem dúvida, o melhor peixe que já comi na vida!

Seguimos viagem e partimos no mesmo dia para a próxima comunidade: Atodí. A viagem de barco – que levou algumas horas – permitiu descansar na rede.

Quarto dia – 25 de novembro de 2010 (quinta-feira)

A comunidade é composta de 52 famílias. Nela, percorri uma pequena trilha para tomar banho em um igarapé. O solo do igarapé é de argila branca o que permite que todos possam brincar. Tivemos a oportunidade de conhecer o processo de fabricação da farinha de mandioca, base da alimentação das populações tradicionais da Amazônia. “Casa de farinha” chama-se o local da fabricação. Dinha, seu marido e seus três filhos abriram a sua para nos mostrar tudo. O processo é trabalhoso, longo e sob alta temperatura. Ela me contou que, se não fosse a escassez de oportunidades de trabalho em Atodí, não compensaria fazer a farinha – que de tanto trabalho é vendida a preço baixo no mercado de Santarém.

Era hora de tomar um bom banho de praia, acompanhada pelas crianças da comunidade. Água limpa e com boa temperatura. Ao final das atividades, foi oferecido um almoço comunitário. Uma grande fartura! Dessa vez conheci a galinhada e o suco de abacaba – uma fruta típica da região. Mas o que não poderia faltar mesmo era o suco de açaí. Acompanhei todo o processo: da árvore até o copo!

Pela tarde navegamos pelo rio Arapiuns até a comunidade de Arimum. Nessa noite, ancorados já na praia de Arimum, tivemos uma nova piracaia – apenas entre os turistas e tripulação -, regada a bom peixe, fogueira, música e dança. Com direito a apreciar o luar!

Confira continuação do relato de viagem da jornalista:

Últimos dias: artesanato, banho de igarapé e despedida

*Tatiana Vieira é paulistana, jornalista com atuação no terceiro setor, blogueira, comunicadora e facilitadora. Já atuou no GIFE – Grupo de Institutos, Fundações e Empresas, Canal Futura, Agência de Notícias da Aids e atualmente colabora para o Fórum Social de São Paulo e Movimento Oasis. Ela sugere o seguinte vídeo sobre roteiro Amazônia ribeirinha:

 

 

     Serviço:

Para mais informações do Projeto Saúde & Alegria, acesse aqui.
 
 
             
 
 
 
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